
Deu com os costados por aqui a escritora francesa Catherine Millet, famosa por ter escrito o livro “A vida sexual de Catherine M.”, onde narra os muitos, e bota muitos nisso!, intercursos sexuais que teve com diversos homens anônimos ou não. Desta vez, ela veio ao Brasil para divulgar sua mais recente obra: “A outra vida de Catherine M.”
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A moça não é fraca, não... Pelo que descreveu no seu primeiro livro, ela botou a baratinha no espeto mais vezes e com mais pessoas que o número de parentes do Sarney empregados no Congresso.
Eu não li o livro. Meu tempo é precioso demais para gastá-lo com publicações de sacanagem. Mas o curioso é ver a crítica se referir a ela como intelectual respeitada. Dizem que é crítica de arte, especialista em arte renascentista. Mas ela não escreve sobre a simetria nas obras de Leonardo da Vinci, por exemplo. O negócio dela é outro. Se mostram um Picasso para ela, a moça mostra a “Gioconda” e ainda geme: “Boticelli! Boticelli!”
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Não sei exatamente o que a levou a escrever sobre sua intensa vida sexual. Nas suas entrevistas, ela despeja um monte de frases de efeito, do tipo: “todo livro é uma garrafa que o autor joga ao mar”; “escrevo para me livrar de mim mesma”; “escrever é partilhar significados”; “não sou devassa, apenas me dei liberdade sexual”...
Sei... Claro... Enquanto isso, ela aproveita para temperar o chouriço, martelar o bife, e botar a perereca para tomar leite de canudinho, e depois narrar, sem poupar os detalhes sórdidos, aos seus dois milhões de leitores taradões. (Não se choque, querido leitor, ela só faz, privadamente, o que os nossos bravos políticos fazem publicamente com o Orçamento do País e a nossa paciência há muito tempo, se é que vocês me entendem...)
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A Catherine me lembrou uma outra escritora, de nome Toni Bentley, também chegada numa saliência. Há alguns anos, quando esta lançou seu livro “A entrega – Memórias eróticas”, falando de sua “libertação física e espiritual encontrada por meio do sexo anal”, eu escrevi um post intitulado “Ela é muito metida”, comentando isso. Vejam só um trecho do meu texto:
Pela resenha, ela descreve o chouriço de seu parceiro – que ela chama de “Homem A” – como algo “definitivamente muito grande” (sic!).
Olha, pela foto dela de costas que está na matéria, com aquele corpitcho, algo me diz que ela extraiu as amígdalas num dos...hum...intercursos com seu parceiro. E no texto ela dá mostras de que encara de frente (quer dizer, de costas) a clava forte, não foge à luta e ainda vê o lábaro estrelado!
(quem quiser ler o post inteiro, basta clicar aqui)
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Não tenho como negar que tanto o livro da Catherine quanto o da Toni fariam a alegria de nós, adolescentes no tempo das antigas ternuras... Nossa! A gente espirrava hormônios pelos ouvidos só de ver os caprichados desenhos do Carlos Zéfiro nas famosas revistinhas de sacanagem. Imagina lendo uma descrição tão detalhada de um casal afogando a cobra caolha...(se é que vocês me entendem)
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No post que eu escrevi em 2005, eu me admirava de ter editora para este tipo de livro. Eu tinha acabado o mestrado e buscava publicar minha dissertação, sem no entanto conseguir alguma editora que se interessasse. O meu livro “Popularíssimo – O ator Brandão e seu tempo”, que levei cinco anos escrevendo, pesquisando, entrevistando, refletindo que nem um alucinado, juntando informações sobre o Teatro do final do Século 19/início do 20 nunca reunidas numa publicação, também não despertou interesse editorial. Agora, o livro da tal que escova as tripas e o da outra que destronca o pescoço da girafa (se é que vocês me entendem...), ah, para esses sempre tem editoras interessadas e leitores mais ainda.
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No livro atual que a Catherine Millet está lançando no Brasil, ela conta que depois de combinar um casamento aberto com o marido e em seguida cair no mundo “dando um tapa na coelha” sem pena e sem dó com metade dos homens de Paris, quase morreu de ciúmes quando soube que o seu digníssimo esposo estava “botando o Jabaquara em campo” com uma e outra moça dadivosa. Vai entender esse povo! Disse Catherine que não soube se desvencilhar do sentimento de posse. Ou seja, ela não era de ninguém, mas ele tinha que ser só dela. Então tá combinado assim...
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E no mais, ela pode ter escrito um livro enorme sobre o ciúme, mas não acredito que ela tenha sequer chegado perto da concisão e brilhantismo de Roland Barthes em seu “Fragmento de um discurso amoroso”, que escreveu sobre o ciúme:
“Como ciumento, sofro quatro vezes: porque sou ciumento, porque me reprovo em sê-lo, porque temo que o meu ciúme magoe o outro e porque me deixo dominar por uma banalidade. Sofro por ser excluído, por ser agressivo, por ser louco e por ser comum”
Bingo.
M.S.
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Na Rádio Antigas Ternuras, você ouve Serge Gainsbourg & Jane Birkin, na famosa “Je t’aime... moi non plus”. Para fazer a moçada ir ao delírio (Se é que vocês me entendem...).

















